“A gente não tem tempo para esperar…”

Por Suzi Aguiar

Fui convidada para o Café com Ideias, numa manhã carregada de boas surpresas no Colégio São José. Um evento cujo objetivo era mostrar aos empresários parceiros todas as aquisições realizadas pela administração atual e professores.

Na calçada em frente ao portão da escola já se percebe a diferença da maioria das instituições públicas. No amplo jardim, pátio interno, corredores e salas de aula, a limpeza e organização são impactantes.

Na entrada, um espaço cheinho de livros e volumes de enciclopédias completam o pensamento “As melhores viagens fazemos sem sair do lugar”. E ali qualquer pessoa pode folhear os livros e até levar para casa para ler. Não há cobranças ou preocupações. Todos sabem que devem devolver – a isso chamamos de educação adquirida.

O Colégio São José foi por décadas a melhor escola da cidade. Foi palco da aprendizagem da maioria das famílias joaquinenses, mas há alguns anos estava desacreditado. A gestão atual, que está no segundo mandato, assumiu, arregaçou as mangas e passou a realizar coisas inimagináveis para aqueles que pensam que o público não tem dono. Que tudo é obrigação do governo.

Muitos de seus alunos têm sido aprovados nos vestibulares das universidades mais concorridas. Além de um quadro de professores preparados, a escola oferece cursinho gratuito no período noturno. A partir deste ano é Projeto Piloto do novo ensino médio. Por isso, adquiriu várias salas ambiente.

Há diferentes empresas dando apoio financeiro. As realizações são tantas que fica difícil listar. A reurbanização do local tem sido constante. A escola já foi contemplada duas vezes em premiações estaduais. Também recebeu parceria da Polícia Ambiental, cujo projeto resultou na construção de estufa, horta, composteira e terrário.

A preocupação com o meio ambiente não está só no papel: numa ação social, a comunidade escolar fez a limpeza do riozinho que passa a sua frente. E a campanha para arrecadar lacres e tampinhas plásticas também é destaque. Além de coleta seletiva de óleo doméstico utilizado, cujo resultado tem sido a produção de sabão caseiro como atividade curricular de Química. E, claro, os valores arrecadados resultam em melhorias para maior conforto dos educandos, como aquisição de bancos para as áreas de convivência, material esportivo etc.

Mas o que me encanta é a maneira com a qual os professores inovam o fazer pedagógico, afinal, a aprendizagem é o objetivo principal. Os temas viram projetos e as atividades extra classe têm destaque importante para a aprendizagem. Enquanto tomávamos um saboroso café com iguarias joaquinenses, alunos apresentavam poesia, dança e música. Também a inclusão social é evidente, mostrando o quanto a escola está antenada com as demandas de uma sociedade democrática.

Na oportunidade, deputados, prefeito e empresários parceiros fizeram o uso da palavra. Mas o que realmente me emocionou foi a frase da diretora Singra: “A gente não tem tempo para esperar”. Com a energia desta maestrina, conduzindo e respeitando cada talento, o resultado

não poderia ser diferente: uma linda sinfonia. Parabéns a todos! Orgulho por ver uma geração de educadores da minha terra tão atuantes assim.

Publicado em 13 de março de 2020.