Chico Escultor, uma referência na arte joaquinense

O vendedor de tratores Francisco Medeiros de Abreu, 68 anos, que motivado por sua gerente de vendas Rose Pedrassani, fez que seu talento virasse profissão: escultor em 1974, há mais de 50 anos vivendo de sua arte. Mas que no começo foi também professor da Escola de Educação Básica da localidade da Bossorora em Urupema, na época São Joaquim.

Incentivado pelo prefeito Rogério Tarzan em 1982, atendeu diversas demandas para a Festa Nacional da Maçã em 1982, dando um grande impulso a sua arte.

Popularmente conhecido como Chico Escultor, nascido em Ponte Alta no dia 15 de março de 1952, filho de Rubens Jesus de Abreu e Amélia Medeiros de Abreu, é mais um dos importantes artistas da cidade mais fria do Brasil, São Joaquim-SC. Conhecido internacionalmente pelos trabalhos que desenvolve a 54 anos desde entalhes em madeira, pirogravuras, esculturas em pedra, argila, nó de pinho e concreto.

Chico conta que desde criança tinha admiração por trabalhos manuais. “Com um canivete, esculpia na madeira lhe dando forma a pilãozinho, canga, boizinho e muitos outros itens ligados a lida campeira, e quando cortava o dedo meus os parentes castigavam e escondiam o canivete, com medo de que eu me cortasse”.

Muitas vezes apanhou quando se cortava, mas isso não foi o suficiente para que ele desistisse de continuar fazendo o que ele mais gostava. Sem nunca ter feito cursos, autodidata, Chico desenvolve seus artesanatos e esculturas com uma perfeição admirável, executados manualmente dependendo do tamanho e dos materiais utilizados na confecção, podem levar dias e até meses para a conclusão de uma peça.

Suas obras são conhecidas em toda região, no Brasil e também no exterior. Ministrou curso nesta área a aprendizes interessados na arte de esculpir.

Trajetória

Chico, no caminho de sua trajetória tem recebido diversas homenagens de reconhecimento por seu talento, e onde uma vez ou outra é convidado a falar do que mais gosta a nova geração de alunos nas escolas da região serrana.

Casado com Izelda Souza de Abreu em 1986, é pai de três filhas, e ansioso pela chegada do quarto neto. Desde 1974 reside em São Joaquim, onde mantém seu ateliê na rua Marcos Batista, 985, e sempre recebendo ecomendas das mais diversas. Neste mesmo local recebe os amigos e conhecidos que lhe visitam, para admirar as obras em construção.

“Nada como a liberdade de criar, inventar e desafiar o novo. Quero trabalhar até o fim de minha vida, mantendo meus dois vícios, fumar e pescar”, afirma o artista.

Seu trabalho foi citado no livro “Cadernos da Serra” em 2009, editado pela Fundação Catarinense de Cultura. Excursionou em 1984 por 10 cidades catarinense, atravé do Projeto Imobresc onde os valores locais da cultura serrana, foram divulgados.

Obras

Algumas de suas obras: Portal da Estação Experimental da Epagri de São Joaquim; Baú entalhado em madeira (Alemanha); Quadros em couro com temas serranos (Japão) Monumento Maçã de Pedra Epagri (S Joaquim); Cesta de Hortaliças (Parque de Exposições de Urubici; Frutas (Cesta) e letreito São Joaquim em madeira (Portal saída Lages); Monumento Os Tropeiros em concreto (Portal saída Bom Jardim); Altar para Casa de Formação em madeira de macieira crucifixo(S Joaquim).

Trofeus de nó de pinho (Urupema); Porta para o CTG Minuano Catarinense onde retratou na madeira cenas típicas tradicionalistas (S Joaquim); Dois cavalos entalhados para o cantor Fábio Júnior; Reconstrução da Tafona e Monjolo do Museu Histórico de São Joaquim entre muitas outras obras.

Chico sobrevive até os dias de hoje de suas manifestações artísticas em madeira e concreto.