Chuva foi fraca e situação de São Joaquim ainda é crítica

São Joaquim – O abastecimento de água em São Joaquim continua complicado. As chuvas dos últimos dias apenas causaram um aumento momentâneo na vazão do Rio Antoninha, de onde a água é captada. O calor recorde contribui para o aumento do consumo, a Casan perfurou um poço com 300 metros de profundidade, que deu seco e a expectativa agora é por um novo poço, que será implantado no Aquífero Guarani. A obra está em processo de licitação e deve ser concluída em, no máximo, três meses.

O chefe da agência da Casan joaquinense, Luiz Carlos do Amaral, explica que a situação atual é resultado das chuvas insuficientes, desde agosto de 2019. “As chuvas dos últimos dias somaram apenas 12 milímetros na bacia do rio. Foram insignificantes. Causaram um aumento da vazão, mas o nível está baixando novamente.”

Apesar das dificuldades, a Casan tem realizado várias ações e, por enquanto, não falta água nos bairros da cidade. A exceção, segundo Luiz, ocorreu no último final de semana. A temperatura foi de 31,6°C, a maior dos últimos 66 anos. Para compensar o consumo, a Casan realizou manobras operacionais, canalizando a água de uma região para a outra da cidade. Desta forma, alguns bairros ficaram momentaneamente sem o abastecimento.

Desta forma, é primordial que a população continue economizando. Á água deve ser utilizada apenas para finalidades essenciais, como higiene pessoal, consumo humano e na preparação de alimentos.

Casan contratou caminhões tanques

Para manter o nível do rio na unidade de captação de água, a Casan tem realizado a transposição de reservatórios, que se formam naturalmente quando a quantidade de água diminui. Em alguns lugares instalou até adutoras e motobombas, que poderão ser utilizadas sempre que necessário.

“Para captar água de um reservatório, que está a 10 quilômetros da cidade, em direção a Lages, contratamos três caminhões tanques da empresa RT transportes”, comenta Luiz.

Caminhões pipa também foram contratados na cidade para trazer água de outros pontos. Em uma dessas ações, a Casan buscou 512 mil litros em um poço da empresa Schio Maçãs, que sabendo da situação fez a doação. Essa água foi despejada diretamente na estação de tratamento.

Poço artesiano será implantando

Com 300 metros de profundidade, o poço artesiano perfurado pela Casan não deu resultado. O local escolhido, para facilitar na logística, foi próximo da captação e, mesmo assim, o poço permaneceu seco.

Agora, um novo será perfurado sobre o Aquífero Guarani. A obra está em processo de licitação e deve ser concluída em até três meses. “Temos metas a curto, médio e longo prazo. Uma delas é colocar um novo manancial no Rio Invernadinha. Mas é uma obra cara e demorada. Como alternativa, implantaremos o poço que nos dará uma resposta mais imediata,” conclui Luiz, dizendo que a expectativa de chuva forte é somente para o dia 28 deste mês.