Coopermuse busca recursos para agilizar processo de polpa de maçã

Ter, 11 de Maio de 2010 15:53

Juliana Franzoi(E), Gilcemere Zanete Nesi, Rosani Oliveira Suzin e Marli Fontanella Vitória. “objetivo é inclusive exportar polpa de maçã”São Joaquim – Coopermuse fundada há dois meses, exatamente no dia 8 de março, a Cooperativa Agroindustrial da Mulher Serrana, tem agora o principal desafio: buscar recursos para agilizar o processo e produção de polpa de maçã.

A cooperativa surgiu através da parceria entre mulheres, filhas, netas e noras de cooperados de duas importantes empresas do município: Cooperativa Frutas de Ouro e Cooperserra. 

A presidente Gilcemere Zanete Nesi conta que “sentíamos na pele a necessidade de agregar valor ao produto carro chefe que á maçã”.

Após esta análise criou-se a cooperativa, com finalidade de processar a maçã de baixo valor, a de indústria como é classificada. Para Gilcemere a implantação da Coopermuse significa reforçar o rendimento familiar das associadas. O empreendimento já começou forte, são cinqüenta mulheres com disposição em transformar o projeto numa empresa auto-sustentável. “No início ficamos surpresas com a adesão das  mulheres, achávamos que seria menos interessadas e este  número (50) é superior à nossa expectativa”, comentou.

Sobre alavancar verbas para futuros projetos, Rosani Oliveira Suzin, vice-presidente da Cooperativa, avalia que 2010 “é um ano eleitoral e isso pode dificultar um pouco nossos objetivos, mas mantivemos conversas com alguns deputados, principalmente os que vieram à festa da maçã, e recebemos além de elogios, sinal verde sobre recursos”. Rosani espera que haja nos cofres dos governos, alguma verba disponível a “fundo perdido”, como no ministério do Desenvolvimento Agrário e junto ao Siconv, um sistema de convênios a nível federal. Ela detalha que a Coopermuse pretende aproveitar parte desta ”maçã indústria”, vendida entre R$ 0,05 e 0,08 centavos o kg, e agregar valor através da produção de polpa. “Se temos a matéria prima ao nosso lado então é viável a nossa idéia”, frisou Rosani. Segundo dados da AMAP – Associação dos Produtores de Maçã e Pêra -  20  mil toneladas de maçã/indústria saem de São Joaquim para outros municípios, onde tem alguma unidade de processamento. A caminhada das mulheres não para por aí. Outra iniciativa é procurar o Sebrae, afim de buscar informações sobre o mercado. O segundo passo será a produção de geléia e outros derivados da maçã. Procurando conhecer mais o mercado, elas visitaram a empresa Áurea de Braço do Norte, produtora de doces e geléias. Lá viram como a polpa da maçã é usada como base para praticamente todos os produtos relacionados vendidos no comércio. Um exemplo, é a goiabada, que leva na receita boa parte de polpa de maçã. Ainda sem uma sede própria a Coopermuse funciona provisoriamente junto à Cooperserra, onde acontecem reuniões e dali também saem as decisões sobre os rumos do empreendimento.

Juliana Franzoi, secretária da cooperativa comenta que vários contatos são feitos, envio de projetos e propostas, reforça que “a luta não para, temos plena certeza do sucesso do projeto, em função do próprio cooperativismo”. Um salto mais longe, seria a exportação do produto, o que já está sendo viabilizado para mais tarde. Elas explicam que a polpa da maçã é um produto neutro, servindo de base para outros tipos de doces, catchup, papas para bebês entre outros. Dona Marli Fontanella Vitória tesoureira da Coopermuse, analisada da seguinte forma a iniciativa: “como o nosso próprio lema é mulher serrana acreditando no cooperativismo, então eu estou apostando muito, pois acho que dará certo, já que nascemos através da  união de duas cooperativas do município”. Sobre provável expansão em relação à entrada novas associadas, Gilcemere explica que mesmo com o estatuto formatado, deixa claro que “se for de interesse da Coopermuse a gente poderá abrir futuramente vagas para novas sócias de outras empresas”.

Um dos fatores fundamentais para a criação da cooperativa, de acordo com a diretoria, é o sistema cooperativista. Além disso alguns apoios foram fundamentais, como o da vice-prefeita Marlene Kaiser da Rosa, Giovane Franzoi da Cooperserra, Marilene Castello Branco da Cooperativa Frutas de Ouro e AMAP. Rosani Suzin comenta que “estamos tirando aquele paradigma de rivalidade, as reuniões acontecem tanto numa como outra cooperativa”. E os homens onde entram nesta história? Não são todos os sócios das duas cooperativas cujas esposas participam. Porém todos os cooperados foram convidados. As quatro comungam a mesma idéia: “os maridos são os principais apoiadores, acreditamos na experiência deles e por isso nossa cooperativa Coopermuse prosperará”. Rosani brinca dizendo: “em casa meu marido disse que na Coopermuse deve-se fazer tal coisa...”, o que segundo ela “já é uma ajuda para nós”. Óbvio que com a força e persistência da mulher não se pode brincar, muito menos duvidar.

Gilcemere projeta até em produzir polpa de maçã para Nestlé, por exemplo. E porque não? Boa notícia foi um ofício do deputado Odacir Zonta, que foi inclusive secretário da agricultura do estado, solicitando detalhes e propostas sobre a cooperativa. Por essas e outras que a Coopermuse tem tudo para voar bem alto, cruzando  novos horizontes. Até porque a data de fundação não poderia ser outra: justamente no Dia Internacional da Mulher.

 

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