Exposição “Passagem” apresenta arte em cerâmica em Urubici

Publicado por Anselmo Nascimento
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Ter, 06 de Fevereiro de 2018 16:59
Urubici - Evento inicia em 18 de fevereiro e permanece até a Páscoa, em primeiro de abril

Aberto ao público, gratuitamente, o evento vai apresentar as criações em cerâmica da artista  local Loreta Rodrigues. As obras ficam expostas para visitação e comercialização do dia 18 de fevereiro a 01 de abril, junto ao Bodegão da Serra Cultural, na Av. Adolfo Konder, 1900, em Urubici (SC),

A Exposição de Arte em Cerâmica "PASSAGEM" reúne obras que vão desde utilitários como panelas e luminárias, cachepôs até peças decorativas como pássaros, tartarugas, esculturas como as sacerdotisas e as semeadoras.

Muita criatividade que nasce do barro  pelas mãos desta artista que costuma dizer que "Depois de queimado, o barro, a terra, revela-se como identidade única, e adquire a sua assinatura. E assim, cada criação vem a ser e ter uma história verdadeira e única, que significamos ao revelar, mostrar, expor".

O evento é realizado pela  Galeria de Arte Tekoha em parceria  com o Bodegão da Serra Cultural.

Mais informações sobre o evento, artista e obras na fanpage: https://m.facebook.com/artetekoha/
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SERVIÇO:

O quê: Exposição de arte em cerâmica “Passagem”

Quem: Ceramista Loreta Rodrigues

Quando: a partir de 18 de fevereiro a 01 de abril (Páscoa)

Onde: Bodegão da Serra Cultural – em Urubici (SC) -  Av. Adolfo Konder, 1900.

Entrada Franca

 

Sobre a escolha do nome “Passagem”:

Passagem - termo usado para identificar a experiência no tempo da construção de uma expressão verdadeira. É o efêmero, transitório, o que apenas passa, a natureza nômade...a passagem.

Sobre a palavra “Tekoha”:

TEKOHA, ou Tekoa:  O termo tekoá é de origem guarani e significa o lugar do modo deser guarani, (tekó) em consonância com os regramentos cosmológicos herdados pelos antigos guaranis.

Sobre a Artista:

Loreta, por Loreta

 - Acolhida por Urubici há mais de uma década

 “Contar como foi que vim parar aqui, seria uma estória longa demais, prenhe de realidades e fantasias. Mas me apaixonei pela energia de Urubici, destas montanhas. Aqui criei o grupo de paneleiras -  até porque o uso de panelas de barro é coerente com os produtos orgânicos e naturais que hoje buscamos. Fazer panelas significa plasmar o alimento, o futuro, como diz uma lenda da tradição Guarani.

- O nascimento de um Dom  

Nasci com este Dom de criar através do barro, da terra. Já no primeiro setênio, meu tempo livre
era para brincar de fazer “coisinhas” com o barro que encontrava perto de casa e desde muito cedo
trago este conhecimento direto da prática de que podemos fazer e
desfazer tantas vezes quanto quisermos tudo aquilo que criamos.
E, com o tempo, vieram as queimas e com elas um novo entendimento de que
depois de passar pelo fogo, a criação se instalava no mundo. Criava-se, então, o espaço de
identidade. Assim, entendi que depois do Fogo (símbolo do espiritual), nada mais se
podia desfazer sem que fosse perdida a intenção original do ser cerâmico.
Depois de queimado, o barro, a terra, revela-se como identidade única, e adquire
a sua assinatura. E assim, cada criação vem a ser e ter uma estória verdadeira e única, que
significamos ao revelar, mostrar, expor.

- A autodidata, contando histórias através da cerâmica

Sempre fui mestra de mim mesma e com a cerâmica não foi diferente. Há uma

necessidade natural de fazer os caminhos por mim mesma, autodidatismo. Tal como na cerâmica haviam sido escritas as histórias civilizacionais que hoje conhecemos sobre o mundo antigo, passado. A picareta dos arqueólogos, ao remexer entre os sedimentos que os séculos acumularam no solo do Velho Mundo, encontra-se com frequência fragmentos de terracota e cacos de vasos ou de ânforas cozidos em fogo. A história da cerâmica confundiu-se – em

certo sentido – com a própria história da civilização: os vasos, as taças ou as ânforas são, em
muitos casos, os únicos elementos sobre os quais podemos reconstruir os hábitos, a religião
e até as migrações de povos já desaparecidos.

- Técnica, inspiração, referências

No mundo cerâmico existem inimagináveis tipos de técnicas.  Uso das técnicas de queima Obvara, por utilizar elementos orgânicos não contendo nenhuma toxidade. O ceramista é aquele que através da terra, do barro, cria uma expressão artística o que diferencia um ceramista de outro é o que diferencia um ser humano de outro. No meu trabalho procuro seguir a técnica pre-colombiana, ou seja dentro do universo da não colonização.

Ao meu ver toda obra de arte tem por finalidade agir sobre toda uma informação de conteúdos ligados ao inconsciente, seja ele pessoal ou cultural/civilizacional, agindo sobre estes conteúdos artisticamente".
 
  
 
  
Info: Luciana Vaz 
 

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