Que imagem tem um bom pai?

Publicado por Coluna Suzi Aguiar
PDF
Imprimir
Qua, 08 de Agosto de 2018 09:39
Encontrei a imagem de pai estampada de várias formas pelos caminhos que trilhei vida afora. Mas a mais bonita que vejo e que me faz muito orgulhosa é a imagem do meu filho, agora pai de um menino de 2 anos. Seu olhar brilha de ternura quando, abaixado na altura do pequeno, explica que não é bonito jogar objetos; quando, com jeito brincalhão, ensina nomear as partes do corpo, o nome dos animais; a escovar os dentes; a usar os talheres fazendo de cada aprendizado uma festa.

Vejo-a nas brincadeiras que vão além das convencionais, como jogar bola ou montar quebra-cabeças. Juntos é como se vivessem muitas aventuras todos os dias. Incentivado, o menino dá pulos na cama saltando em direção aos braços que o esperam e seguram com firmeza; simulam, eufóricos, exercícios de fortalecimento na barra fixada na porta do corredor. E, segundo minha visão, a mais bela e interessante das aventuras, compartilham através dos livros, as mais incríveis histórias infantis.

Está nítida nos exemplos de amor a natureza, quando a criança é incentivada a apenas sentir o perfume das flores sem tirá-la o jardim, a admirar as borboletas, o cheiro e textura da terra, a cumprimentar as pessoas, dizer obrigado, pedir desculpas...

A imagem também está estampada no pai que vai às reuniões escolares, que elogia o filho, que repreende quando necessário mesclando firmeza e ternura na medida certa. Está nos exemplos de que o machismo definitivamente está fora da jogada, desenhado na figura do homem amoroso, íntegro e fiel à esposa e à família. Na figura do pai que lava louças, roupas, que divide tarefas e finanças de forma igualitária.

Está implícita na alma de quem foi criado e educado em outros tempos, mas que mesclou tudo o que aprendeu com o que vivenciou ou deixou de vivenciar pelas circunstâncias da época em que foi criança, adolescente e adulto.

Vejo a imagem de um bom pai no pai, agora avô, que está sempre ao lado do filho, atento ao que ele está vivendo, o que está precisando. No pai que auxilia, que orienta, que chama atenção sutilmente, que tenta não ultrapassar limites naquilo que não mais o pertence. No pai que com carinho e sutileza mostra que estará sempre por perto para o que der e vier, mas que deixa o filho viver o seu próprio aprendizado e construir seu próprio modelo de como ser pai.

Desde muito pequena aprendi fácil o modelo de um pai errante. Viver outros modelos de pai fez-me crer que, sim, os tempos são outros e belas histórias são recriadas e vividas em velhos contextos. Ainda bem!

E o teu modelo de pai, qual é?
 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

2011 Rodrigo Produções Internet Design - Tecnologia Progressiva para a Internet