A desesperança me abraça

Publicado por Coluna Suzi Aguiar
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Qui, 27 de Setembro de 2018 10:42
O medo está sempre ao nosso lado no percurso da vida. Ele se alterna nos papéis de protagonista, coadjuvante ou mero espectador. Mas somos nós os responsáveis por deixá-lo atuar.

Neste momento o medo toma conta de mim. Quero fugir dele, mas o palco formado lhe dá total oportunidade de ação.

Vejo o ser humano cada vez mais despreparado e inseguro para enfrentar as situações impostas pela vida. Nos dois últimos anos, especialmente, acompanhamos o desmantelamento de quadrilhas de colarinho branco. Mas assistimos também a macacos velhos do poder judiciário jogarem por terra a credibilidade daquela, até então, respeitadíssima instituição.

Passamos a acreditar que somente nós, através do voto consciente, seríamos capazes de mudar o Brasil. Que seria possível banir os corruptos espalhados por todos os segmentos do legislativo, executivo e judiciário, nas esferas nacionais e estaduais. Esta possibilidade nos fez aguentar um pouco mais, o governo podre que está no comando por 3 mandatos e tantos outros políticos, de diferentes partidos, igualmente inescrupulosos.

Havia o desejo de varrer toda a sujeira, todos os políticos de carreira. Queríamos caras novas, não era isso? Havia esperança! E isso fazia com que a coragem fechasse os buracos abertos pelo caminho através do medo e da revolta.

Agora, com a eleição batendo a nossa porta, vejo tudo muito obscuro e o medo toma conta de mim. Na ânsia por mudanças, vejo que enxergamos apenas o que queremos enxergar na história de cada um dos candidatos. E, me desculpem dizer, caros leitores, sob a minha ótica, os que estão liderando as pesquisas são os piores. São os que trazem o pior DNA, tudo aquilo que queríamos banir do país. Se a grande maioria era contra a política podre instalada, o que mudou então? Não consigo entender...

Parece que a política é capaz de nos cegar. Prova disto são as acirradas discussões nas redes sociais, na família, no trabalho... Somos intolerantes e despreparados até para ouvir uma posição contrária a nossa, não é mesmo?

Quero muito estar errada! Aliás, não tenho tido sucesso com os meus votos há muitos pleitos! E me pergunto? Erro ao escolher quem não se elege? Ou acerto em não ser conivente com estes corruptos, vestidos de salvadores da pátria em seus discursos vazios de verdade.

Por este caminho que por hora transito, o medo faz buracos enormes e não vejo como conseguirei desviá-los.

Mas uma coisa é certa: Não podemos mais colocar na porta do outro a culpa que é totalmente nossa. Pense nisso!

Por hora, a desesperança me abraça...
 

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