Gelson Merisio (PSD) e Comandante Moisés (PSL) vão ao segundo turno em SC

Publicado por Anselmo Nascimento
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Seg, 08 de Outubro de 2018 10:39
SC Eleições 2018 - Os candidatos Gelson Merisio (PSD) e Comandante Moisés (PSL) vão disputar o segundo turno das eleições deste ano para o governo de Santa Catarina. O resultado foi confirmado pelo Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), às 19h57min, deste domingo (7), quando já tinham sido apurados 96,97% das urnas.

Após o fim da apuração, Merisio contabilizou 31,12% dos votos válidos, e Moisés ficou com 29,72% dos votos válidos.

Veja o resultado completo:
 
Camasão (PSOL) - 2%
Comandante Moisés (PSL) - 29,72%
Décio Lima (PT) - 12,78%
Gelson Merisio (PSD) - 31,12%
Ingrid Assis (PSTU) - 0,28%
Jessé Pereira (Patriota) - 0,37%
Mauro Mariani (MDB) - 23,21%
Portanova (Rede) - 0,52%
Brancos - 6,14%
Nulos - 8,86%
 

Saiba quem é Comandante Moisés

Carlos Moises da Silva é advogado e natural de Florianópolis. Bombeiro militar da reserva, atuou como comandante do batalhão de Tubarão, município do Sul do Estado, por 18 anos. Além da carreira no Corpo de Bombeiros, ele foi coordenador da Defesa Civil entre 2012 e 2014 e assessor dos Bombeiros na Secretaria de Justiça e Cidadania entre 2014 e 2016. Participa da disputa de cargos eletivos pela primeira vez. Veja mais detalhes do candidato. 

Comandante Moisés é o mais votado nos três maiores colégios eleitorais de SC

O candidato Comandante Moisés (PSL) foi o mais votado nos três maiores colégios eleitorais de Santa Catarina, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral. No entanto, apesar de ter ficado à frente em Joinville, Florianópolis e Blumenau, o candidato ficou em segundo lugar na disputa e vai ao segundo turno para enfrentar Gelson Merisio (PSD).

Moisés é um novato na política. Esta foi a primeira vez que o candidato do PSL se candidatou ao governo do Estado. O resultado surpreendeu e contrariou todas as pesquisas de opinião, que apontavam um segundo turno entre Merisio e Mauro Mariani (MDB). 

Na votação total, Comandante Moisés fez 1.071.406 (29,72% dos votos válidos), enquanto Merisio fez 1.121.869 de votos (31,12%).

Em Joinville, o maior colégio eleitoral do Estado, Comandante Moisés teve 39,16% dos votos válidos, enquanto Merisio fez 26,60%. 

Florianópolis rendeu 30,36% dos votos válidos a Moisés e 24,44% para Merisio. 

Em Blumenau, a disputa ficou: Moisés com 38,94% e Merisio 25,92% dos votos válidos.

Confira abaixo como ficou a votação nos três maiores colégios eleitorais catarinenses:

Joinville
1º - Comandante Moisés -  112.825 votos
39,16% dos votos válidos

2º - GELSON MERÍSIO - 76.631 votos
26,60% dos votos válidos

3º - MAURO MARIANI -  63.063 votos 
21,89% dos votos válidos

4º - DÉCIO LIMA -  21.673 votos 
7,52% dos votos válidos

5º - CAMASÃO - 10.076 votos 
3,50% dos votos válidos

6º - PORTANOVA -  2.001 votos 
0,69% dos votos válidos

7º - JESSE PEREIRA - 1.020 votos
35% dos votos válidos

8º - INGRID ASSIS -  840 votos 
0,29% dos votos válidos

Florianópolis
 1º - COMANDANTE MOISÉS -  73.947 votos 
30,36% dos votos válidos

2º - GELSON MERÍSIO - 59.524 votos
24,44% dos votos válidos

3º - MAURO MARIANI -  43.796 votos 
17,98% dos votos válidos

4º - DÉCIO LIMA - 39.144 votos
16,07% dos votos válidos

5º - CAMASÃO -  19.362 votos 
7,95% dos votos válidos

6º - PORTANOVA -  4.844 votos 
1,99% dos votos válidos

7º - INGRID ASSIS - 1.644 votos
0,68% dos votos válidos

8º - JESSE PEREIRA -  1.281 votos
0,53% dos votos válidos

Blumenau
1º - COMANDANTE MOISÉS - 69.894 votos
38,94% dos votos válidos

2º - GELSON MERÍSIO -  46.511 votos 
25,92%

3º - MAURO MARIANI - 35.590 votos
19,83%

4º - DÉCIO LIMA - 22.159 votos
12,35% dos votos válidos

5º - CAMASÃO - 3.071 votos
1,71% dos votos válidos

6º - PORTANOVA - 1.069 votos
0,60% dos votos válidos

7º - INGRID ASSIS - 591 votos
0,33% dos votos válidos

8º - JESSE PEREIRA -  584 votos 
0,33% dos votos válidos


Saiba quem é Gelson Merisio

Natural de Xaxim, no Oeste do Estado, Merisio mudou-se ainda jovem para Xanxerê, onde foi eleito para vereador em 1988. Depois, foi presidente da Facisc e diretor financeiro da Casan. Também atuou como secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, secretário de Agricultura e chefe da Casa Civil. Assumiu o cargo de deputado estadual como suplente em 2005 e reelegeu-se para a função nos três pleitos seguintes.

Estratégia marca a ida de Gelson Merisio (PSD) ao segundo turno em Santa Catarina

Estratégia. Um dos elementos imprescindíveis no xadrez, uma das paixões de Gelson Merisio (PSD), se confirmou fundamental neste domingo para levar o pessedista do Oeste catarinense ao segundo turno da disputa pela Casa d’Agronômica. E nem a apuração da votação escapou às jogadas milimetricamente calculadas.

Desde o meio da tarde, a estrutura montada em um auditório do Hotel Fayal, no Centro de Florianópolis, aguardava correligionários e jornalistas. Quatro fileiras de cadeiras estofadas dispostas diante de um telão e de uma bancada de onde o deputado estadual concederia entrevista à noite. Sala climatizada, tomadas, café, água fresca e pães de queijo quentes à disposição. Banners por todas as partes. Um ambiente controlado e seguro. Não era hora de cantar vitória antecipada ou cair nos braços da torcida.

Ao abrir das primeiras urnas, a vantagem inicial de Comandante Moisés (PSL) e a demora em tomar a dianteira da corrida eram proporcionais à apreensão dos primeiros apoiadores que chegavam ao local. Merisio, estrategicamente, continuava em sua casa na Capital, em Canasjurê, no norte da Ilha de Santa Catarina, à espera de que os ventos confirmassem que continuava no jogo. Peões, torres, bispos e a cavalaria vão na frente, todos sabem.

Já os movimentos de quem comanda precisam ser cuidadosos, até porque um dos mais arriscados – embora calculados, é bom que se frise –, foi lançado há alguns dias, com a Declaração de apoio a Jair Bolsonaro (PSL) logo no primeiro turno da corrida ao Planalto.

Pouco depois das 19h30min, já matematicamente garantido, chegou sob aplausos, ovações e abraços, os primeiros dos prefeitos de Governador Celso Ramos, Juliano Campos, e de Tubarão, Joares Ponticelli. A surpresa era nítida, menos no rosto dele, mais no dos apoiadores, sobre o adversário, com o esperado emedebista Mariani dando lugar ao ascendente bolsonarista Moisés. “A gente quer ir contra e ganhar do MDB, eles têm que passar”, bradara um partidário meia hora antes. Não deu.

A estratégia – ah, a estratégia –, ficou clara logo nas primeiras palavras no auditório: "vamos apoiar o Bolsonaro no segundo turno da disputa presidencial, como faríamos de qualquer forma". A onda, agora, tem dois surfistas em Santa Catarina.

O xeque foi dado, mas o jogo não para. O telefone toca. "Agora você pode me apoiar, declara que é posição pessoal". Quem fala, parabeniza e responde do outro lado da linha, só o segundo turno, ou quem sabe algum vídeo nas próximas horas publicado nas redes sociais, vai dizer.

O "torneio" terminou com dois semifinalistas que adotaram a mesma linha de raciocínio. Merisio, talvez por ser mais experiente, ousou antes do que era previsto. Mas viu o iniciante mostrar habilidade e crescer na euforia que correu o país. A finalíssima vem aí.

Os 10 anos de preparação para chegar ao governo de Santa Catarina ganharam pelo menos mais 21 dias de espera. A partida de xadrez mais longa da vida de Merisio até agora continua. Como bom enxadrista, sabe que a paciência pelo momento certo do xeque-mate é tão imprescindível quanto a estratégia no tabuleiro político.
 

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