O Rumo do Brasil

Publicado por Coluna Vinicius Candido
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Sex, 26 de Outubro de 2018 19:10
Podemos dizer que o período de eleição se define em dois pontos: a partir de alternativas propostas e de rumos a serem seguidos. As alternativas se mostraram diversas e amplificadas, já que no primeiro turno tínhamos treze candidatos à presidência e oito ao governo do Estado. Mas percebemos que apesar de tantas possibilidades, tanto o estado de Santa Catarina (Comandante Moisés e Gelson Merísio) quanto o país (Fernando Haddad e Jair Bolsonaro) apresentaram uma divisão. 

O que ficou claro é que há um fenômeno no país que demonstra uma insatisfação generalizada com os antigos candidatos e suas velhas propostas para encaminhar o rumo do país a um estágio melhor. Esse fenômeno é causado pela negação do corporativismo e da roubalheira - deflagrados nas operações da Lava Jato, e do descaso com o trabalhador, demonstrando que aqueles que deveriam cuidar das questões básicas e estruturais como a saúde, a educação e a segurança, falharam. E essa crítica parece vir dos dois lados da divisão dos votos.
 
Pergunta-se se devemos, portanto, dar uma segunda chance aos mesmos? Não deveríamos propor uma revolução e uma forte mudança para que também o país seja forte e revolucionário, diferente e melhor? Refletimos...

Tratamos agora do segundo ponto observado acima que parece derivar do primeiro; ou seja, o rumo a ser seguido. O segundo turno nos coloca de frente com o principal ponto da política. De acordo com os antigos pensadores políticos, Platão e Aristóteles, a política se preocupa com o objetivo de uma sociedade, isto é, aonde ela quer chegar! Qual o objetivo do Brasil? Onde o Brasil quer chegar?
 
O rumo da sociedade é, talvez, a principal questão que devemos considerar na hora das eleições. Pois o rumo da sociedade é a sua característica, o seu caráter, ou, melhor ainda, aquilo pelo que ela ficará conhecida. O rumo da sociedade também é o rumo do seu cidadão. Queremos ser reconhecidos como um país bom, justo, respeitável, no qual os cidadãos poderão viver em prosperidade? Ou queremos um país no qual os índices de crescimento econômicos e socioeducativos não avançam, mas retrocedem?

Deixamos explícitos que estas considerações não são uma indicação de voto, tampouco uma intenção; o que trabalhamos aqui é a vontade de pensar qual alternativa propõe o melhor rumo para o país. Afinal, voto é secreto. Mas devemos lembrar também que tempos caóticos exigem medidas caóticas e, por consequência, para não desviarmos de um furacão e cairmos numa avalanche, precisamos ter em mente a necessidade da política para lidar com essas duas intempéries.

“Nunca antes nosso futuro foi mais imprevisível, nunca dependemos tanto de forças políticas que podem a qualquer instante fugir às regras do bom senso e do interesse próprio [...]. É como se a humanidade se houvesse dividido entre os que acreditam na onipotência humana (e que julgam ser tudo possível a partir da adequada organização das massas num determinado sentido), e os que conhecem a falta de qualquer poder como a principal experiência da vida.“

O trecho acima é escrito por Hannah Arendt no seu livro intitulado "As origens do Totalitarismo", de 1955. Ele pensa no risco que assola a democracia constantemente, o risco da tirania e do excesso de força, e nos avisa para ter cuidado! Pensar os riscos do autoritarismo é constatar num mapa digital o furacão que ronda a democracia, pois o voto livre pode destruir tudo. 
 
Por outro lado, não podemos ignorar o fato de que somente alguém com pulso firme pode dar um rumo mais esperançoso para o país; para sairmos da beira do precipício. É isso que a democracia pode oferecer. O voto é secreto, mas a decisão é objetiva.
 
Precisamos de um líder que responda: Que rumo o Brasil vai tomar em 2019?
 
Vinicius Cândido, colunista do Portal SerraSC

 

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