Serra Catarinense tem sido afetada pela estiagem

Serra Catarinense – Com temperaturas elevadas e escassez de chuva, a Serra Catarinense está em alerta. São rios, lagos e açudes secando dia após dia, lavouras e mananciais de abastecimento necessitando de água, e apenas um fator pode resolver esta intempérie: a chuva.

O engenheiro agrônomo da Estação Meteorológica Climaterra, Ronaldo Coutinho, confirma que a chuva deve aparecer a partir de segunda-feira (16 de março), na Serra Catarinense, com mais nebulosidade e pancadas de chuvas, há risco de temporais durante a tarde. Em Lages, a temperatura mínima, que acontece ao amanhecer, será de 18°C, e a máxima 30°C.

“Previsão de chuva tem, mas não o suficiente para resolver a situação de escassez. Semana que vem, a chuva pode aparecer, mas não o suficiente. Porém, vai ajudar nas lavouras. Para resolver a estiagem e encher os rios, teria de ser uma sequência de dias de chuva e depois manter essa regularidade”, explica Coutinho.

Coutinho também ressalta para que as pessoas evitem qualquer tipo de queimada, e também para a conscientização a respeito do desperdício de água. “Já tivemos estiagem como essa, ela é recorrente. Essa chuva irregular está assim praticamente desde de final de 2018 em diante”, concluí.

Escassez na região

Capão Alto, Cerro Negro, Campo Belo do Sul, Anita Garibaldi, São José do Cerrito, Correia Pinto, Bom Retiro e São Joaquim são os municípios mais afetados pela falta de chuva. Em Lages, a situação não está agravante, pois o abastecimento vem do Rio Caveiras, que mesmo estando abaixo do nível, mantém a cidade

O diretor de Operações da Semasa, Ademir Fabrício, afirma que a situação ainda não é preocupante em relação ao abastecimento de água para a população. “O Rio Caveiras é o nossa manancial e, semana que vem, a previsão é de chuva, mas se tiver uma seca durante os próximos cinco meses, a situação pode ficar preocupante. Mas por enquanto não tem problema nenhum. O nosso rio é formidável!”

Segundo a Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures), São Joaquim foi o primeiro a decretar situação de emergência, no dia 24 de fevereiro. Capão Alto está fazendo levantamento para também decretar situação de emergência. Ao fazer isso, o município pode captar recursos para minimizar os problemas com mais máquinas e ações com apoio do Estado e Governo Federal.

O problema está no meio rural, pois começa a faltar água para o gado e para os animais. Além disso, conforme informações da Amures, muitas lavouras já estão comprometidas.

“As perdas em algumas propriedades chegam a 70% na produção de milho, 30% na produção de soja e algo em torno de 50% na safra de feijão. As culturas não desenvolvem devido à falta de chuva regular. A estiagem não é a mais longa já registrada, mas está sendo a mais intensa dos últimos anos. A água está evaporando muito rápido e os bebedouros secando.”

O Líder Projeto de Gestão de Negócios e Mercados da Epagri (Região Serrana), Aziz Abou Hatem, explica que, por conta da estiagem, foi feito um levantamento sobre a situação de cada lavoura, analisando o prejuízo em cada município.

“Estamos recomendando aos agricultores que se tiverem lavouras financiadas, procurem o banco para comunicar a ocorrência de perdas e receberem o seguro antes de colherem a produção. Ficamos muito preocupados com a falta de chuvas para as lavouras de feijão, soja e milho”, comenta Aziz.

Além disso, também foi orientado para que a Secretaria Municipal da Agricultura fizesse um laudo da estiagem, comprovando a situação e, consequentemente, subsidiando a prefeitura a decretar situação de emergência.

“Esta semana, os municípios de Otacílio Costa e Capão Alto entraram em contato para ver os dados da Epagri/Ciram e, então, fazer um laudo técnico climatológico, que subsidiará a questão de decretar emergência nesses dois municípios”, conclui.

Casan pede à população para economizar água

Temperaturas elevadas e escassez de chuva reforçam o alerta para uso controlado da água. Diante das temperaturas elevadas e de níveis baixos em mananciais que atendem às cidades do Sistema Casan nas regiões Oeste, Sul e Norte-Vale do Itajaí, a Companhia reforça o pedido de economia da água tratada.

A estiagem alerta para a importância do uso responsável, especialmente evitando-se ações como a lavagem de casas, pátios, calçadas e carros. É preciso atenção para atividades domésticas e de higiene pessoal. Estimativas indicam que, aproximadamente, 75% da água consumida numa casa são gastos nos banheiros.

Por esse motivo, uma dica importante é evitar banhos prolongados, já que o chuveiro é um dispositivo de consumo significativo de água. Estima-se que a cada minuto no banho há um consumo de, aproximadamente, 10 litros de água.

Poço Artesiano está sendo perfurado ao lado do reservatório da CASAN

São Joaquim – A CASAN, Companhia Catarinense de Águas e Saneamento, buscando sanar a estiagem que está assolando São Joaquim, está perfurando um poço artesiano ao lado da barragem de captação de água, que está praticamente seco.

Semelhante ao poço convencional, um poço artesiano é assim denominado quando as águas fluem naturalmente do solo, num aquífero confinado, sem a necessidade de bombeamento. É um poço tubular profundo cuja pressão da água é suficiente para a sua subida à superfície, necessitando a instalação de equipamento na boca do tubo para controlar a saída da água. Geralmente, a sua profundidade é maior que a de um poço convencional e, em geral, suas águas têm uma pureza microbiológica maior e com mais sais minerais. Em sua utilização normal para uso residencial, as águas são captadas através de canos.

A perfuração de poços tubulares é uma atividade especializada na área de engenharia? portanto, todo esforço deve estar centralizado na contratação de empresas de perfuração de poços que possuam quadros especializados de funcionários, geólogos, engenheiro de minas ou engenheiros com especialização na área reconhecida pelos órgãos de fiscalização profissionais específicos, além de equipamentos modernos e alta tecnologia e uma equipe de profissionais e técnicos com ampla experiência.

Decreto municipal

A Prefeitura de São Joaquim, decretou algumas áreas de utilidade pública para perfuração de poços e outras instalações necessárias ao sistema de abastecimento de agua na cidade.

Com isso, agiliza a perfuração do poço que irá supri, de certa forma, a estiagem na cidade. Os encargos financeiros da obra serão da CASAN, que visa melhorar o abastecimento na cidade.