Seja muito bem-vindo, 2021

Por Suzi Aguiar

2020 fez suas malas e está pronto para partir. A gente já sabe que não vai sentir falta dele, apesar de termos vivido muitas coisas boas também. É inevitável, em cada despedida, pensarmos em tudo que compartilhamos. Vivemos este capítulo de nossa história da melhor maneira possível, mas assistimos a muitos aspectos serem negligenciados.

Final de estrada é sempre hora de limpar a poeira, de por tudo no seu devido lugar. Vivemos um ano atípico em todos os sentidos e sofremos uma avalanche de mudanças tão repentinas e inimagináveis. Mas, ainda assim, seguimos em frente, tentando carregar o fardo imposto. O simples, ficar em casa, tomou uma dimensão tão grande e significativa de aprendizados que ficarão definitivamente.

Para o ano novo gostaria de ver varrido do planeta as mazelas da política porque em tão pouco tempo assistimos a tantas barbaridades. No momento em que precisávamos de um norte seguro a seguir, nos vimos num emaranhado de má gestão e ignorância.

Por outro lado, nunca sentimos ou acompanhamos tão de perto a atuação dos pesquisadores e cientistas espalhados pelo mundo, fazendo de tudo para nos trazer esperança de combate à guerra que enfrentamos contra o COVID.

Mas o lado mais bonito da pandemia, sim, ele existiu! Foi a quantidade de movimentos de voluntários, pelo mundo afora, em prol da solidariedade com os necessitados. Nunca se viu tantas frentes de ajuda dispostas a minimizar as carências em todos os aspectos. Palpamos a essência da espiritualidade, já que sermos humanos é, sobretudo, sairmos de nós mesmos para olhar as razões do outro.

Os amigos, embora tendo permanecido bem longe dos olhos, permaneceram no coração. E posso dizer que para aqueles que, como eu, não tiveram perdas pela doença e mantiveram seus empregos, as coisas não foram tão ruins assim.

Para 2021, preparei o melhor de mim. Um coração cheio de amor ao próximo e muitos projetos para dar minha pequena contribuição a um mundo melhor. Será um ano de muito trabalho, mas a luz do céu há de me mostrar os caminhos.

Antes mesmo de sua chegada, já havia olhado introspectivamente analisando as mudanças que quero e preciso fazer. Coisas simples que vão deixar minha caminhada melhor. Quero continuar, nos momentos tristes ou difíceis, a me apegar ao lado positivo e às lições que trazem implícitos.

Desejo um ano melhor para todos, onde os preconceitos, especialmente com negros e gays, não sejam espetáculo constante. Desejo que o mundo olhe amorosamente para os refugiados, que a paz chegue ao oriente, que os filhos da guerra sejam abraçados pelo fim do ódio. Desejo que as famílias de drogados e alcoólatras não desistam de vê-los curados, que doentes encontrem forças em Deus, que moradores de rua recebam sorrisos. Desejo saúde ao Papa Francisco para que ele continue as reformas da Igreja e que as pessoas ajam realmente de forma humana.

Bem-vindo, ano novo!

Publicado em 28 de dezembro de 2020.