Tradicionalista Joaquinense José Edésio Guimarães

José Edésio Guimarães poeta, escritor, declamador, um dos fundadores do CDL de São Joaquim, idealizador de missas Crioulas, laçador, organizador de grandes bailes da prenda jovem do CTG Minuano Catarinense, a qual foi patrão da entidade de 1972 a 1974 e de 1990 a 1992, realizando  inovações na cultura campeira e na ala artística no tradicionalismo.

Nasceu em São João de Pelotas, interior de São Joaquim em 15 de junho de 1943. Aos 14 anos foi declamador, trovador e repentista. Aos 18 anos foi morar na cidade para estudar. Fez o curso técnico em contabilidade.

Participou da fundação do CTG Minuano Catarinense. Foi patrão de vários piquetes de laçadores, integrante da invernada artística, e fundador dos grupos de danças mirim, juvenil e veteranos.

Participou da fundação do Movimento Tradicionalista Catarinense. Foi colunista dos jornais da Imprensa Jovem, Jornal Mural, Folha da Serra e Jornal Travessia. Participou, como jurado, em concursos de gineteadas, trovas, poesia e danças.

Palestrou nas escolas de São Joaquim falando sobre a cultura tradicionalista. No comércio lojista foi diretor do CDL e SPC. Sócio – fundador do Sindicato Rural e de cooperativas agrícolas. Membro da Escola de Pais do Brasil. Recebeu do Clube Astréa o troféu Capuchino pelos serviços prestados à sociedade tradicionalista gaúcha. Em 2006, recebeu homenagem da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, pelos serviços prestados ao tradicionalismo.

O livro “O Homem e o Cavalo”

Entre suas conquistas está o livro, “O Homem e o Cavalo” que lançou em 2015, onde levou cerca de seis anos para ficar pronto. O Livro é um documentário da cultura gaúcha regional, de suas danças, poesias, contos, causos e religiosidade, resultado de pesquisa de campo e observação pessoal dos fatos históricos, ilustrado com 230 fotos, algumas do século XVIII.

Deu destaque especial para os fatos relacionados ao tropeirismo, coronéis da região e mais de cinquenta anos da história do CTG Minuano Catarinense, pontuando algumas das realizações de seus patrões e laçadores.

Algumas páginas são dedicadas para fazer uma singela homenagem a 36 personalidades que  contaram com quase um século de vida e que tanto contribuíram para formação da cultura local.

Na época Edésio disse, “O homem que é homem tem que ter um filho, plantar uma árvore e por fim escrever um livro. Eu tive quatro lindas filhas, plantei centenas de árvores, acabo de escrever um livro”.

José Edésio Guimarães, 77 anos, faleceu na tarde de 16 de dezembro de 2020, em Lages, quando internado no hospital, não resistindo as complicações causadas pelo Covid – 19.

Infos: Jornal Folha da Cidade, 16 de dezembro de 2020